Thursday, May 29, 2008

Conversas de pai para filha


No MSN (que agora o meu pai sabe usar):
Gerson - O que tu tá fazendo?
Poli - Acabei de baixar outro disco da Feist. É bem bom.
Gerson - Quem é essa coitada?
Poli - É uma canadense, ex-punk, que agora faz umas músicas bonitinhas, bem...indies.
Gerson - ex-punk que vira indie é...pop.
Poli - É...

Ai, que coisa. Estou viciada em Feist, ainda mais depois que associei "Mushaboom", do álbum Let it die (2004), àquela propaganda lindinha da Lacoste, com um cara pulando no mar e tal. E o clipe da música também é divertido. Uma viagem (mushroom X mushaboom...será?), mas bonitinho.
Bom, agora que eu já descobri que o indie é o mainstream dos anos 2000, vou ligar a MTV e esperar que passem os clipes da Feist de novo e de novo, e cantar junto e blábláblá. Ou eu vou voltar para a minha monografia, que é o que eu deveria estar fazendo ao invés de escrever bobagens por aqui (porque, como diria a Feist, "it may be years until my dreams will match with my pay").

So long! But..."we don't have to say good-byyyyyyyeeeeee" (Feist - I'm sorry).

Friday, May 16, 2008

Uma crítica, por que não?

Eu não ia falar nada. Juro que não ia. Já tinha desistido desse negócio de crítica musical, função para os iluminados (na teoria) e para os caras-de-pau (na prática). Só que aí estudei um pouquinho sobre jornalismo cultural. E fiquei sabendo que quase ninguém faz crítica de verdade - com responsabilidade, conhecimento de causa e coisa e tal. A maioria só finge que faz. Então, já que o blog é meu e a opinião é minha, acho que não faz mal eu também fingir um pouco. Então, eu vou falar.

Na terça-feira, aqui mesmo em Santa Cruz do Sul, fui a um show de Nelson Coelho de Castro e Monica Tomasi. Ele, um dos nomes mais importantes da composição na música popular gaúcha. Ela, também compositora, já no quarto álbum, ainda meio sem foco sobre a imagem que quer passar (talvez uma Ana Carolina wannabe, talvez mais uma cantora romântica). O espetáculo Pérola no Veludo, montado para homenagear os bons sambas de Nelson e de outros compositores, ficou lindo. Luz, cenário, tudo muito elegante. Juntos - sem nenhum trocadilho ou referência -, os cantores envolveram o público. E o acompanhamento do excelente percussionista Giovani Berti deu mais recheio ao repertório. Afinal, vamos combinar, samba só de violão e voz, depois da terceira música, já é uma chatice.

O show também teve a guitarra de Monica, por vezes com pedais quase agressivos para a delicadeza de algumas músicas. E tá aí a característica que a destacou de forma não tão agradável na apresentação: Monica Tomasi não consegue ser leve. Tanto que a imponência do constante agudo da sua voz era facimelmente derrubada pela afinação de Nelson, mesmo quando ele sussurrava. As quatro músicas que ela cantou sozinha foram os pontos mais cansativos do show. O momento foi salvo, porém, pela percussão e pela irreverência de Monica, que definitivamente sabe divertir o público. Só quando Nelson voltou para o palco, para sua parte solo, eu percebi que essa é a maior qualidade de Monica Tomasi. Pode ser só impressão minha, mas eu nunca tinha visto um Nelson Coelho de Castro tão alegre, sorridente, tranqüilo. E se isso é conseqüência da parceria com a cantora, então qualquer falha está perdoada. Monica Tomasi já fez sua contribuição com a música gaúcha.

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Eu também não ia falar nada sobre o Prêmio Açorianos de Música. Juro que não ia. Principalmente por aquele aspecto ético de não criticar as coisas em que estamos pessoalmente envolvidos. Mas não dá. Foi marmelada, sim (já disse. Pronto. Ufa!). O pior nem foi o meu lindo namorado Luke Faro, baterista do Xquinas, ter perdido como melhor instrumentista para o Renato Borghetti. Favoritismo é favoritismo, isso eu entendo. O pior mesmo foi o Marcelo Corsetti não ter ganhado o troféu de melhor compositor, na categoria música instrumental, pelo disco Vomo, do Xquinas. Quem não votou nele, não deve ter ouvido o lirismo de "Meus Dois" ou a força de "A uruguaia e o argentino". Assim não vale. Pelo menos o Vitor Ramil ganhou tudo o que tinha para ganhar e eu não fui para casa tão triste.

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Bah, como foi bom fugir aqui pro blog. O mundo de monografia e de pensar no futuro às vezes fica meio sufocante. Daqui uns dias eu venho para cá de novo. Até mais!