Há tempos eu não conhecia uma pessoa legitimamente sensível. E, mais raro ainda, há tempos eu não conhecia uma repórter sensacional. Eliane Brum tem quase vinte anos de carreira e ainda acha que pode mudar o mundo. Acha, não. Tem certeza. E o dia em que achar que não pode, ela larga a profissão. Fantástico! Eu nem acreditava mais que esse tipo de coisa existia. Pois existe. E faz sucesso. E, ouvindo a Eliane falar, faz até sentido.
Eliane Brum, natural de Ijuí, trabalhou por 11 anos na Zero Hora e agora é repórter especial da revista Época. Já publicou dois livros, originados de matérias para a ZH, Coluna Prestes - o avesso da lenda e A vida que ninguém vê. Em ambos, sua marca jornalística: texto que flui, bem costurado, quase literário. Reportagem com ambiente, crônica com informação. Ou texto bom, como ela prefere classificar.
No dia dois de abril, ela visitou o curso de Comunicação Social da Unisc (Universidade de Santa Cruz do Sul) e eu tive a oportunidade de entrevistá-la duas vezes. Mas queria entrevistar mais. Mais umas trinta vezes. Talvez aí eu me enfeitiçasse com a magia de ser repórter. Talvez aí eu aprendesse, mesmo, que é da genuína curiosidade que vive um repórter. Porque, como ensina Eliane Brum, "a gente não pode se iludir com a cegueira do cotidiano".
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MAIS LIÇÕES DA ELIANE BRUM:
"Jornalista é alguém que se indigna."
"Se tu não tens um ideal, é melhor não seres jornalista."
"Não existem vidas comuns, existem olhos domesticados."
"As pessoas são sempre mais importantes do que qualquer matéria."


23 comments:
Uni-vos!
Filha querida!
Realmente a Eliane Brum é muito dez!
Mas sei que tu também tens teu espaço reservado e que tem sim muita curiosidade e vontade latente nessa tua cabecinha medrosa.
Ah e isso não é churumela de mãe, é verdade verddeira...hahaha
Te amo muito!!!
beijão
Mãe
Aliás, lindíssima a minha filha com o microfone na mão!!!
Alguém acha que não???
Parabéns pela entrevista!
Por sua paixão pel trabalho dela, parece que você tem tudo pra ter um caminho igualmente brilhante.
Tudo de bom! Boa semana!
Cara, ela é fantástica mesmo. Além do mais, não imaginava que fosse tão bonita assim. "Olhos domesticados." Perfeita lembrança.
a Eliane Brum é sem dúvida nenhuma uma ótima jornalista!
a visão de mundo dela é surpreendente , deve ter sido gratificante ter entrevistado ela ;)
beijo
Entrevistando a realeza da comunicação? Está tudo no bom caminho.
fala poli
pena q eu tenha perdido essa palestra dela...
todo mundo comenta ateh hj, acredita?
ah, to de blog novo no blogspot!
hehe
abs
nobrezito
Com tanta coisa nova, quem sofre é este pequeno blog que, está para aqui atirado sem ninguém lhe ligar.
Eu amo a Eliane Brum. Beijo gentes do Sul.
Sindia.
uerendo o e-mail da Eliane Brum pois quero adaptar para o teatro um conto dela.
O diferencial de Eliane é o olhar determinado com que nos apresenta um texto. Este olhar é seu e de mais ninguém!
Poliana Pasa,
Sou professor e estou tentando contato de jornalistas que têm sensibilidade social. A Eliane de fato é uma dessas - difícil é conseguir o contato dela - mas encontrei vc, quando pesquisava o email dela. Devo dizer que sua mãe está certa. Sabe, tudo que admiramos nos outros e tudo que reprovamos está dentro de nós. Somos uma seta brilhante rumo ao infinito. Aprender sem limites é nossa esperança e buscar a superação daquilo que nos torna triste é parte de nosso sentido. Ajudar a outros que superem seu sofrimento e sua dor é compreender o Profundo e o Inominável que latente pulsa dentro de cada ser humano.
Gostaria muito que se somasse à equipe de jornalistas que apoiam a Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência.
Sobre o tema www.marchamundial.org
Mas estou à disposição para esclarecer no que for necessário.
Peço que me envie um email para que possamos, juntos, organizar uma equipe de jornalistas com sensibilidade, que, como vc e Eliane, compreendem a magnitude desta profissão. Espero que receba com carinho meu sincero abraço.
Desejo a vc,
Paz, Força e Alegria
Prof. Francisco
Também nunca conheci uma repórter tão incrivelmente retardada, que não faz o uso do mínimo critério jornalístico na hora de escrever suas matérias, tal como ficou claro no arremedo de reportagem que publicou sobre a cidade de Porto Velho - RO na revistinha Época.
É esse tipo de profissional que envergonha a classe jornalística brasileira, e ao invés de querer mudar o mundo, a projeto de repórter Eliane Brum deveria experimentar mudar para outro mundo!
Nazareno Vieira
eliane essa sua reportagem è uma porcaria,se a cidade delas pode ser chic e tudo mais nao tem dinheiro,com certeza porto velho vai ser sim a cidade maravilhosa...
escreva isso,que elas procurem empregos para começar a lavar as ruas de porto velho...se nao vai ter que voltar para sua cidadezinha chiquezinha e miseravel.
Concordo com as pessoas que comentaram sobre a reportagem de RONDONIA -A CIDADE QUE NÃO ESTAVA LÁ, eliane Rondonia estava la sim e continua, pois prova disso que as mulheres dos engenheiros que estão aqui em Rondonia trabalhando na usina estão vivendo uma vida não de miseria mais de fartura coisa que talvez elas não viviam em sua cidade como, e mesmo o nome da cidade ?? há Cuiaba ??? nossa logo cuiaba qual a diferença, digo já,Rondonia tem um rio maravilhoso que esta sendo explorado por emigrantes, que todos os dias descobrem a beleza que tem. estamos ganhando, pois cuiaba não tem nada pra exlporar, por isso elas decidiram vim acompanhar seus maridos antes que eles tambem descobrissem que não e somente o rio ,mais tambem as mulheres maravilhosas que existe em nossa Rondonia... continuamos ganhando sem dizer que com essa hidreletrica muitas outras cidades desfrutaram de nossa energia as mulheres dos engenheiros disseram que seus filhos pegaram dengue, a dengue esta em todo pais elas moravam onde ?? em marte ?? nunca ficaram doente e ate onde sei cuiaba tambem e muito suja elas moravam no jardim do EDEM? no paraiso, estão morando no melhor lugar do brasil onde tudo e mais barato por isso mal chegaram e ja mobiliaram suas casas moram de condominio antes moravam acho que de favor !!?? eliane vc não ouviu o outro lado que seria a prefeitura pra saber como e porque estamos passando por esse processo em nossa cidade dependemos de administração, e temos, mais estamos avançando aos poucos, vc não e uma reporte competente pois caiu nesse grande erro de ouvir mulheres desesperadas chegando mortas de fome por nossas riquezas e desprezando e cuspindo no prato que estão comendo e comerão ate as hidreletricas ficarem prontas
Concordo com as pessoas que comentaram sobre a reportagem de RONDONIA -A CIDADE QUE NÃO ESTAVA LÁ, eliane Rondonia estava la sim e continua, pois prova disso que as mulheres dos engenheiros que estão aqui em Rondonia trabalhando na usina estão vivendo uma vida não de miseria mais de fartura coisa que talvez elas não viviam em sua cidade como, e mesmo o nome da cidade ?? há Cuiaba ??? nossa logo cuiaba qual a diferença, digo já,Rondonia tem um rio maravilhoso que esta sendo explorado por emigrantes, que todos os dias descobrem a beleza que tem. estamos ganhando, pois cuiaba não tem nada pra exlporar, por isso elas decidiram vim acompanhar seus maridos antes que eles tambem descobrissem que não e somente o rio ,mais tambem as mulheres maravilhosas que existe em nossa Rondonia... continuamos ganhando sem dizer que com essa hidreletrica muitas outras cidades desfrutaram de nossa energia as mulheres dos engenheiros disseram que seus filhos pegaram dengue, a dengue esta em todo pais elas moravam onde ?? em marte ?? nunca ficaram doente e ate onde sei cuiaba tambem e muito suja elas moravam no jardim do EDEM? no paraiso, estão morando no melhor lugar do brasil onde tudo e mais barato por isso mal chegaram e ja mobiliaram suas casas moram de condominio antes moravam acho que de favor !!?? eliane vc não ouviu o outro lado que seria a prefeitura pra saber como e porque estamos passando por esse processo em nossa cidade dependemos de administração, e temos, mais estamos avançando aos poucos, vc não e uma reporte competente pois caiu nesse grande erro de ouvir mulheres desesperadas chegando mortas de fome por nossas riquezas e desprezando e cuspindo no prato que estão comendo e comerão ate as hidreletricas ficarem prontas.
Certas coisas me fazem rir quanto à ignorância de pessoas como você,e por incrível que pareça formada em Jorlismo. Se você não sabe as cidades do norte brasileiros já possuem capital, prefeitos, governadores e seja uma cidade normal como outra qualquer, talvez por isso você não veja índios andando no meio da rua. É incrível a ignorância do povo em relação a região norte do Brasil, e para as pessoas que não estão satisfeitas ficando aqui, que vão embora, se a filhinha da mulher não tá se adaptando a escola, é uma pena. É caro mesmo o ensino, mas garanto que bom. E por outro lado é nessa "cidade que não estava lá" que grande parte da energia usada no Brasil será gerada. É bom que pense nisso.
"Eliane Brum tem quase vinte anos de carreira e ainda acha que pode mudar o mundo." Ela acha que pode mudar o mundo? Acha não. Tem certeza! Como você mesmo mencionou.
Estranho falar em mudanças, desenvolvimentos e afins... Em uma reportagem, A CIDADE QUE NÃO ESTAVA LÁ, Eliane compara a cidade de Porto Velho a outras capitais da região norte (como se isso fosse rotina em outras capitais): "Diferente de outras capitais amazônicas, quase não se veem índios." E uma pessoa assim quer mudar o mundo?? Pasmem! Interessante não? Para uma pessoa tão ADMIRADA e disposta a mudar o mundo, acredito que Eliane deveria antes, mudar seus conceitos, melhor, rever seus conceitos! Desculpa decepcioná-los, mas ao chegarem em PVH vocês não irão ver índios correndo, nem onças atravessando a rua, e não, um macaco não vai lhe desejar 'bom dia'. Porto Velho tem sim seus defeitos, como toda cidade brasileira. Mas também suas belezas, coisa que não foi mencionada na matéria. É muito fácil chegar na cidade, criticar e ir embora! E o que ela contribuiu para a mudança da cidade? Em que colaborou? E é assim que estar disposta a mudar o mundo? Pois bem, quero dizer que, se Eliane tem planos de mudanças para o mundo, ela está ciente que o mundo te fato precisa de mudanças, e com Porto Velho não é diferente. Sendo assim, ela não deveria se admirar com as "barbaridades" que encontrou na cidade, afinal todas precisamos de mudanças. Inclusive ela.
"Porto Velho ainda não é a cidade que queremos, mas é a que temos" e estamos trabalhando para melhorá-la!
Seja bem vindo a Rondônia, o estado que tem potencial para crescer!
Então se a questão e a cidade de onde se vem, posso falar com propriedade. Venho de belo horizonte, minas gerais. Concordo com o cenário apresentado pela jornalista, e fato a especulação imobiliária querer arrancar o couro do recem chegados. A cidade nao limpa, tem sujeiras e buracos por onde se olha, vermelho terra e a cor predominante, como encardido. Contudo, as criticas vieram com a intenção de melhorar uma capital de nosso pais. O que os moradores ou estrangeiros deviam fazer era vestir a camisa da cidade e lutar para sua melhora e abandonar o veu de coitadinhos, injustiçados ou de dondocas encarceradas em ambiente hostil. Isso aqui e Brasil e tem de se parecer com tal e sendo nascido Brasileiro tem o direito de estar em PVH. No lugar de reclamar os porto velhences deviam lutar para que as autoridades nao deixem que o melhor ponto da cidade seja o aeroporto.
tem pessoas que sequer se deram ao trabalho de ler o texto desse blog - a prova disso é pensarem que se trata de um blog da própria Eliane - e querem chamar a jornalista de retardada etc.
quem é o retardado no fim?
parabens pelo blg guria.
Acabei chegando até aqui por emi ode uma rápida pesquisa de uma das reportagens da sua entrevista, Eliane.
E que sorte a sua em! 2 entrevistas com a repórter da sensibilidade?
legal seu post.
quem sou eu? não estranhe, jornalista tb, pós graduando m Jorn. Literário.
abs
fachini
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