Gente, eu sei que era verão. Mas o mundo virtual não tem estações, então posso dizer que eu estava hibernando. E planejava continuar, sinceramente. Só que alguns comentários malucos me fizeram sair da toca. Aconteceu o seguinte: numa outra vida, quando eu era estagiária na Unisc TV, tive a oportunidade de entrevistar e Eliane Brum. A renomada repórter especial da Época, famosa seus textos jornalístico-literários, palestrou na Universidade de Santa Cruz do Sul e eu, que já havia lido "A vida que ninguém vê" e algumas outras reportagens dela, fiquei ainda mais impressionada. Inteligência e humildade não costumam andar juntas. Sua sensibilidade foi inspiradora, por isso escrevi do tal encontro aqui no blog.
O post, longíquo, estava lá paradinho, nos arquivos do autobiográfico. Até semana passada. Comecei a receber comentários vociferantes sobre a burrice de Eliane Brum. Diziam que ela era desinformada e mentirosa - duas acusações graves no meio jornalístico. Como os textos eram muito mal escritos, cheios de erros gramaticais e de concordância, não entendi bem a situação. Mas, pelo que li, a Eliane teria feito uma matéria para a Época sobre as dificuldades de uma cidade no norte do país, algo meio faroeste. E uma espécie de bairrismo local revoltou os internautas.
Todo o mundo tem o direito de se indignar. Eu mesma, que admiro a revista, principalmente o seu design gráfico, fiquei decepcionada com os textos pobres de uma edição recente. Mas não há motivo suficiente para sair chamando o pessoal de desqualificado. Aviso aos navegantes: se vão falar mal da Eliane Brum sem fundamentos e, ainda por cima, com desrespeito, vão comentar em outro blog! Ou, pelo menos, aprendam a escrever um pouquinho melhor. Frases sem pé nem cabeça é que são insulto a qualquer ideia.
------------------------------
Voltarei à toca. Até qualquer dia desses.
